Novo Documento do Dicastério da Doutrina da Fé

“Venite ad me” «Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso» (Mt 11,28).

O Dicastério para a Doutrina da Fé publicou o documento ‘Venite ad me’ (Vinde a mim), dedicado aos desafios e oportunidades na evangelização, alertando para a crise das formas tradicionais.

O texto assinala que “o elevado número de crianças e adolescentes que se afastam da Igreja e dos sacramentos imediatamente após concluírem o percurso de iniciação cristã ou o percurso na escola católica indica que a catequese ainda tem dificuldade em encontrar os caminhos mais adequados para motivar um encontro pessoal sólido e duradouro com Cristo”.

“A transmissão da fé exige hoje, particularmente, a evangelização dos adultos e a superação de uma ação pastoral concentrada exclusivamente na catequese de crianças e adolescentes”, sustenta o organismo da Santa Sé.

Elaborado por solicitação do Papa Francisco e aprovado por Leão XIV a 21 de agosto, o texto recolheu contributos, experiências e testemunhos enviados por 70% das conferências episcopais de todo o mundo.

Ao longo de oito capítulos, o texto aponta que que a transmissão da fé cristã deixou de ser “automática” no seio das famílias, situação acompanhada pela “perceção generalizada, em diversas regiões do mundo, de que a tarefa dos sacerdotes se limita frequentemente à ‘manutenção’ das estruturas existentes, quando o mundo ao seu redor mudou radicalmente”.

Perante a «ruptura na transmissão geracional da fé» (n. 47), propõe recentrar a vida da Igreja no kerygma, o primeiro anúncio de Cristo vivo. Entre os caminhos concretos que aponta, a liturgia ocupa lugar de destaque.

O texto apresenta a liturgia como «o lugar privilegiado» onde o mistério de Cristo é «celebrado e comunicado sacramentalmente». Chama-lhe também o «coração pulsante da vida eclesial» e rejeita uma visão que a reduza a «mera moldura ritual» (n. 90). Segundo o documento, na liturgia a fé transmite-se «de forma performativa: não se fala apenas de Deus, mas entra-se em relação com Ele». Celebrar significa, por isso, «receber uma fé que foi acreditada, vivida e rezada por outros antes de nós» (n. 90).

Leia aqui.

Fotografia: Agência Ecclesia

Contacte-nos

Geral

Siga-nos

©2021 Diocese de Santarém — Todos os direitos reservados.