Jornadas Nacionais de Comunicação Social debatem «gramática do encontro»

O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) promove esta quinta-feira as suas jornadas nacionais anuais, no Seminário de Leiria, com o objetivo de desenhar um “mapa conjunto” para o setor na Igreja Católica em Portugal, sob o lema ‘Por uma gramática do encontro’.

O presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, D. Alexandre Palma, definiu como urgência a articulação das diferentes instituições em rede e alertou para a perda da “arte do diálogo” na sociedade atual, exigindo que a Igreja aposte numa linguagem de “reflexão” e “provocação” para transmitir a sua mensagem. O encontro, que reúne responsáveis diocesanos, profissionais de comunicação institucional, jornalistas e produtores de conteúdos digitais, arranca com um debate focado na urgência de “reaprender a arte de conversar”, protagonizado por D. Alexandre Palma e pelo jornalista João Miguel Tavares.

Após o acolhimento, as Jornadas Nacionais de Comunicação Social começa com um “diálogo” entre o presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais,  D. Alexandre Palma, e o jornalista João Miguel Tavares em torno do tema ‘Reaprender a arte de conversar’.

Segundo Rita Carvalho, nova Diretora do Secretariado Nacional, apontou em entrevista à Agência Ecclesia que o “programa ambicioso” de apenas um dia das JNCS 2026 é composto por sete verbos – acolher; conversar; parar; escutar; partilhar; programar; celebrar –, segundo a entrevistada “é uma jornada de ação”, por isso, todos os que estão envolvidos na comunicação da Igreja – na parte mais institucional, na produção de conteúdos, pessoas que fazem de forma profissional, pessoas que fazem de forma voluntária -, mas também “qualquer pessoa que tenha interesse na comunicação e na presença da Igreja na comunicação” são convidados a participar, “não só assistir”, mas “ajudar a construir” o plano que querem que seja de todos.

O final da manhã e o início da tarde decorrem em diferentes dinâmicas de trabalho individual, “que cada comunicador possa fazer um momento de reflexão”, e seis grupos, uma “dinâmica mais prática” em método sinodal, com diferentes temáticas como “o que é o secretariado diocesano, a comunicação mais institucional, a criação de conteúdos, como é que se informa sobre religião num meio generalista, ou como é que se comunica nos meios eclesiais”.

 

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