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Tomar, igreja de São Batista, 11-10-2026 Irmãos e irmãs Como acabámos de escutar, o assunto da Palavra de Deus deste Domingo é o convite para o banquete, especialmente o Evangelho que apresenta o Reino de Deus comparado com um banquete que um Rei preparou para o seu Filho e para o qual fez diversos convites. Havendo frustração por os convidados não quererem aparecer, o convite foi alargado a outros convidados. Fazendo a tradução da parábola: o Rei que promove o banquete é Deus Pai. O Filho, uma figura semelhante a um noivo que justifica um banquete, é Jesus Cisto. E o Banquete é exatamente o Reino de Deus que é rejeitado por aqueles que não aceitam o convite. É atraente a ilustração: o Reino de Deus é comparável a uma Festa. Então, porque é rejeitado? Porque não estão de acordo com o seu alargamento, com os critérios da Festa; não estão interessados em encontrar-se na Festa com pessoas desconhecidas. Mas Deus quer que todos tenham direito à Festa. Foi para isso que o Filho Deus veio ao mundo. Todos são chamados a ser felizes e não apenas alguns. O Evangelho denuncia assim que há pessoas não interessadas nos critérios do Reino que Jesus anuncia. Não querem que o novo tempo messiânico aconteça. A parábola apresenta ainda um homem mal vestido que é expulso do banquete por não ter traje nupcial. O homem sem o traje nupcial é o homem que não está “revestido de Cristo”, quer aproveitar-se do Reino da justiça que Cristo quer instaurar mas não quer ser justo, quer comer e beber mas não quer deixar o seu egoísmo. Irmãos e irmãs, “Ser fiel a Jesus Cristo” é o lema que temos como objetivo para a nossa Diocese neste novo ano pastoral. A fidelidade a Cristo passa pelo interesse do bem comum das pessoas da nossa cidade e sociedade. Com o convite do Evangelho para o banquete do Filho do Rei, podemos dizer que Deus não desistiu de nós; não desiste de nos convidar para a Festa do seu Filho; quer que a vida dos cristãos e da sua comunidade seja marcada por este sentido da Festa, onde há justiça, estima, bondade, alegria e fraternidade. A Festa faz falta, não apenas como compensação do tempo gasto a trabalhar, mas porque nos dá o próprio sentido da vida. A vida para ter sentido tem de ter Festa, porém, podemos questionar: as Festas que conhecemos e participamos fazem sentido? Têm algum significado? Interrogamos porque não podemos considerar como verdadeira festa os eventos que promovem estímulos de degradação humana. Em síntese, Jesus serve-se da experiência que conhecia das pessoas humildes que tinham nos convívios das suas festas os momentos mais felizes da sua existência para lhes comunicar que o Reino de Deus é uma Festa. Aceitar o convite de pertencer ao seu Reino é já motivo de grande alegria. Deus continua a convidar. Apesar das preocupações do nosso tempo, Deus não desistiu de chamar os jovens a interessarem-se por projetos de valorização da vida e do bem comum da sociedade onde vivem ou querem viver. Deus não desiste de nos convidar para a Festa do seu Filho; é esse o sentido da participação na Eucaristia de cada Domingo. É uma festa que nos aproxima de Deus e uns dos outros, e nos motiva a valorizar vida com esperança. Fazemos Festa para celebrar e fazer memória de um passado que continua sempre presente: Cristo morreu e ressuscitou! No sacramento da Eucaristia celebramos o memorial da paixão, morte e ressurreição de Cristo que havia de ser celebrado como uma Festa Pascal. Participar na Festa da Eucaristia é dar lugar à graça, à fidelidade amorosa de Deus que em Cristo havia de tornar-se Sacramento de atração para os querem vida verdadeira. Relacionado com a celebração festiva da Eucaristia, está à necessidade de discípulos de Cristo que asseguram as condições para que os sacramentos sejam celebrados e o povo de Deus vibre em alegria e cresça no testemunho do amor de Cristo por todos. É do conhecimento desta comunidade que o José Casimiro está a preparar-se para a Ordenação de Diácono Permanente. Antes, tem a experiência de ministério de Leitor e hoje é instituído Acólito, etapa que antecede a Ordenação de Diácono. Caríssimo José Casimiro, escolhido para o ministério dos Acólitos, participarás de modo muito particular no ministério da Igreja. A Igreja tem o vértice e a fonte da sua vida na Eucaristia, e é pela Eucaristia que o povo de Deus se edifica e cresce. A ti se confia o ministério de ajudar os presbíteros e os diáconos no desempenho das suas funções, e de distribuir aos fiéis, incluindo os doentes, a sagrada comunhão. Destinado de modo particular a este ministério, procura viver cada vez mais do sacrifício do Senhor e conformar-te com Ele cada vez mais perfeitamente; esforça-te por aprender o sentido íntimo e espiritual daquilo que realizas, e oferece-te todos os dias a Deus como vítima espiritual que lhe é agradável por Jesus Cristo. Ao realizares o teu ministério, muito te ajudará lembrar-te que, participando de um só pão com os teus irmãos, formas com eles uma comunhão. Por isso, ama sinceramente o Corpo Místico de Cristo, ou seja, o Povo de Deus, sobretudo os frágeis e os doentes, e vive segundo o mandamento que o Senhor deu aos seus Apóstolos na última Ceia: «Amai–vos uns aos outros, como Eu vos amei». Com este ministério do Acolitado que o tempo que se segue seja privilegiado no cuidado da preparação da Ordenação de Diácono. Continuemos unidos pela estima e pela oração, contando com a intercessão de Santa Maria, Mãe do Senhor e Mãe da Igreja. + José Traquina
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