1. Nos dias 19 e 20 de junho decorreram em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, as Jornadas Pastorais do Episcopadodedicadas ao tema “JMJ Lisboa 2023 – Desafios pastorais pós-Jornadas para as Dioceses e para a Conferência Episcopal Portuguesa”, contando com cerca de 100 participantes entre bispos, sacerdotes, consagrados, leigos e jovens, nomeadamente os responsáveis pelos Comités Organizadores Diocesanos (COD) da JMJ Lisboa 2023.

2. Na abertura das Jornadas Pastorais, o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas, assinalou a unidade da Igreja em Portugal no caminho de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, destacando que a Peregrinação dos Símbolos da JMJ pelas Dioceses portuguesas tem sido uma oportunidade para consolidar convergências em torno desse objetivo comum. Alertandopara a necessidade de um trabalho continuado de motivação interior, acompanhamento e participação dos jovens, D. José Ornelas sublinhou que os frutos da JMJ devem estar “no horizonte do coração e dos calendários”, apontando como determinante o trabalho conjunto que tem vindo a ser feito, sinal visível da comunhão eclesial.

3. O primeiro dia de jornadas contou com a presença de vários membros do Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023. O Padre Nuno Amador, membro da Direção de Pastoral,apresentou o fundamento teológico da Jornada Mundial da Juventude, abordando a história, objetivos, tema e dimensões pastorais específicas deste acontecimento. De seguida, os responsáveis das diversas Direções do COL partilharam algumas informações práticas da realização da JMJ, nomeadamente no que se refere à comunicação, às inscrições, aos voluntários, aos Dias nas Dioceses e aos principais eventos da semana JMJ.

4. Da partilha dos Comités Organizadores Diocesanos sobre os frutos da JMJ que já se sentem nas realidades locais e os desafios que se apresentam no pós-JMJ emergem as seguintes linhas:

escutar os jovens, numa perspetiva sinodal, reconhecendo que são protagonistas do processo de renovação da Igreja, e com eles promover estruturas e organizar projetos, sendo consequentes e tomando decisões de acordo com aquilo que pedem, desejam e necessitam;
desenvolver a rede de comunicação e comunhão que foi criada entre paróquias, vigararias e dioceses através dos Comités Organizadores Paroquiais, Vicariais e Diocesanos e manter as relações externas com as diferentes entidades da sociedade civil;
investir em recursos humanos a tempo inteiro para se dedicarem à pastoral juvenil, tendo como objetivo fundamental acompanhar os jovens, formar quem os acompanha e capacitar novos líderes para a evangelização;
promover um trabalho mais próximo entre as diferentes áreas pastorais passando de uma pastoral segmentada para uma pastoral integrada, procurando uma Igreja mais sinodaltendo em conta o Sínodo dos Bispos sobre a sinodalidade atualmente em curso;
integrar o dinamismo criado por ocasião da JMJ no processo de reflexão do Sínodo dos Bispos de 2018 sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional.

5. As Jornadas Pastorais do Episcopado terminaram com a apresentação de um estudo desenvolvido para a Conferência Episcopal pelo Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica. Este estudo,denominado “Jovens, Fé e Futuro”, foi realizado a partir de um questionário online com o objetivo de compreender como os jovens entre os 14 e os 30 anos vivem a dimensão espiritual nas suas vidas e olham para o futuro. A apresentação pública das principais conclusões deste estudo decorrerá no próximo dia 6 de julho na Universidade Católica em Lisboa.

6. Ao encerrar os trabalhos, o Presidente da Conferência Episcopal, D. José Ornelas, destacou a alegria e o ambiente de festa que se vive na proximidade da realização da Jornada Mundial da Juventude e reforçou a necessidade de não se perder a rede de comunicação e comunhão que foi criada a partir dos Comités Organizadores Paroquiais, Vicariais e Diocesanos da JMJ, apelando à mudança, em ordem a uma Igreja mais sinodal, onde os jovens têm um papel ativo e são os principais agentes de renovação pastoral.

207.ª Assembleia Plenária Extraordinária

7. Após as Jornadas Pastorais, decorreu a 207.ª Assembleia Plenária Extraordinária da CEP, que abordou os seguintes pontos:

homologação das Comissões Episcopais para 2023-2026 e nomeação dos respetivos secretários (anexo);
nomeação do P. Jorge Miguel Lopes Ferreira, Diocese de Angra, e de Mons. Manuel Saturino da Costa Gomes, SCJ (recondução), como Diretores Espirituais do Pontifício Colégio Português para o triénio 2023-2026;
informação sobre o V Congresso Eucarístico Nacional, que vai decorrer em Braga de 31 de maio a 2 junho de 2024 com o tema “Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. Reconheceram-n’O ao partir o Pão”;
apoio à proposta de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) para Doutora da Igreja;
informação sobre o processo sinodal em curso, nomeadamente a divulgação do documento de trabalho para a XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que vai decorrer em outubro de 2023 e 2024.

8. No percurso que a Igreja em Portugal está a percorrer para prevenir e implementar uma cultura de cuidado e proteção dos menores e adultos vulneráveis nos seus ambientes, estiveram presentes na Assembleia Plenária alguns membros do Dicastério para a Doutrina da Fé com o objetivo de consolidar a articulação entre as Dioceses Portuguesas e aquele organismo da Santa Sé no âmbito do tratamento de casos de abuso sexual de menores cometidos por clérigos.

Ainda neste tema, e saudando o primeiro mês de atividade do Grupo VITA que desenvolve a sua ação em articulação com a Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores, os Bispos tomaram conhecimento dos primeiros passos dados no acolhimento às vítimas e continuam a acompanhar o projeto em curso.

Fátima, 21 de junho de 2023

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