Papa Leão XIV presidiu nesta segunda-feira à Missa da vigília da Natividade da Virgem Maria que se celebra anualmente a 8 de setembro, no Santuário da Mãe do Bom Conselho, em Genazzano, pedindo o fim da prepotência num apelo à construção da paz.
Leão XIV evocou os escritos de São Tomás de Vilanova, “um frade e bispo agostiniano”, para refletir sobre o silêncio dos evangelistas em relação aos detalhes da vida de Nossa Senhora, justificando que a glória da Virgem Maria era “toda em si, e podia ser mais imaginada do que descrita”.
O Papa desafiou os católicos a fazerem este “maravilhoso exercício de imaginação” na oração contemplativa, clarificando que “não se trata de fantasia, mas de profecia”.
A intervenção advertiu que a humanidade tem uma profunda necessidade dessa visão profética “em tempos de destruição e de incerteza, para ver a obra de Deus e servi-la”.
O pontífice notou que “o simples facto de Maria estar presente – e o Filho nela – move toda a história”, causando “como um salto na genealogia, como uma novidade inesperada, capaz de modificar não só as expectativas, mas também os comportamentos previsíveis” de São José.
“Maria é a aurora de um dia diferente, do nosso mundo libertado finalmente do mal”, declarou.
A celebração eucarística nos arredores de Roma ficou marcada pela inauguração de uma pintura que retrata Leão XIV em oração diante da imagem da Virgem, integrando o atual Papa na galeria de homenagem aos pontífices seus antecessores.
O ato dá continuidade à visita privada realizada de Leão XIV a 10 de maio de 2025, naquelas que foi a primeira saída surpresa do atual pontífice, apenas dois dias após a sua eleição, durante a qual manifestou ter “sentido o dever e um profundo desejo” de se aproximar daquele espaço de devoção mariana.
A relação de Leão XIV com este local remonta ao seu ingresso na Ordem de Santo Agostinho (OSA), na província agostiniana de Chicago, dedicada à Mãe do Bom Conselho.
Fotografias: Vatican Media