O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, afirma que a cidadania “deve ser sempre valorizada, para todos os cidadãos”, na mensagem para a peregrinação do migrante e do refugiado 2026.
“A experiência humana descobre assim o seu horizonte de sentido e, por isso, a fragilidade torna-se lugar de esperança, de abertura a algo maior e mais profundo, que só Deus pode dar, porém, para além desta fragilidade estrutural, profundamente humana, há outras formas de fragilidade que são impostas de modo injusto ou violento, que não são um caminho, mas processos de fragilização e empobrecimento”, escreve D. Pedro Fernandes.
O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) explica que, em última análise, estes processos de fragilização “roubam a esperança e ofendem a dignidade das pessoas, muitas das quais são forçadas a migrar ou procurar refúgio”.
“Saem da sua terra em busca de melhores condições de vida, de mais liberdade, de mais respeito pelo que são, ao nível pessoal, cultural, religioso ou étnico”, acrescentou o bispo de Portalegre-Castelo Branco.
A Igreja Católica em Portugal está a celebrar a 54.ª Semana Nacional de Migrações, desde este domingo, com o tema ‘Da fragilidade à Esperança’, até dia 16 de agosto; do programa destaca-se a peregrinação do migrante e do refugiado, ao Santuário de Fátima.
Na sua mensagem, D. Pedro Fernandes assinala que “muitas experiências de migração são vividas de modo muito doloroso”, e explica que se “na origem a causa da saída foi, de algum modo, a carência ou até a violência, nos lugares de destino os migrantes encontram com frequência o oportunismo e a opressão”.
“Tornam-se vítimas de tráfico, de condições de trabalho ou alojamento injustas e, tantas vezes, desumanas, com legislações injustamente discriminatórias e práticas administrativas ou políticas que causam ainda mais sofrimento”, alerta.
A peregrinação do migrante e do refugiado 2026 vai ser presidida pelo núncio apostólico em Portugal, o representante do Papa, D. Andrés Carrascosa Coso, nos dias 12 e 13 de agosto, no Santuário de Fátima.