Peregrinação aniversária de maio em Fátima

O Patriarca de Lisboa afirmou na noite de 12 de maio, no Santuário de Fátima, que o mundo atual está “ferido” pela guerra e pelo egoísmo, defendendo que a verdadeira mudança começa na conversão do coração humano. O nosso Bispo acompanha e participa das celebrações da peregrinação aniversária de maio.

“O nosso mundo está ferido. Ferido pela guerra, onde irmãos se enfrentam e a vida humana é esmagada. Ferido pela violência, que tantas vezes se infiltra nas relações e nas palavras. Ferido pela divisão, que fragmenta povos, famílias e comunidades. Ferido pela solidão, que atinge tantos, mesmo no meio das multidões. Ferido pelo egoísmo, que fecha o homem sobre si mesmo”, disse, na homilia da Celebração da Palavra. A tradicional procissão das velas, que se seguiu à recitação do Rosário na Capelinha das Aparições, foi descrita pelo patriarca como uma “imagem viva da Igreja”, testemunhando a unidade na “diversidade” de um povo em caminho.

“Olhamos para a multidão de velas acesas neste Santuário. Cada chama é uma história. Cada luz é uma alma que decidiu não permanecer nas trevas. Cada vela é um sinal de resistência interior: não queremos viver na escuridão, não aceitamos que o mal tenha a última palavra”, declarou.

O presidente da peregrinação internacional considerou a mensagem de Nossa Senhora na Cova da Iria continua atual, apresentando-se com “um apelo à oração, penitência e conversão”.

“Maria não força, Maria convida; Maria não impõe, Maria acompanha; Maria não substitui Cristo, Maria conduz a Cristo”, indicou D. Rui Valério.

”Esta noite coloca-nos diante de uma responsabilidade. Não basta acender uma vela. Não basta receber luz. É preciso tornar-se luz.”

Foto: Agência ECCLESIA/PR, Procissão das velas, 12 Maio de 2026

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