A Igreja Católica em Portugal agradece “aos namorados que amam em liberdade e respeito”, na sua mensagem para o dia 14 de fevereiro, e alerta que “é urgente libertar o namoro de todas as falsas imagens e amarras”.
“É urgente libertar o namoro de todas as falsas imagens e amarras que o manipulam, descaracterizam, pervertem, banalizam e ofendem, para que Amor e Liberdade se abracem na autenticidade do projeto inicial: Família e Vida”, escreve a Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida (CELF-V), na mensagem para o Dia dos Namorados 2026.
Liturgicamente, 14 de fevereiro é o dia da festa de São Cirilo e de São Metódio, mas a Diocese de Terni, na Itália, celebra o seu padroeiro, São Valentim – primeiro bispo desta localidade, que morreu como mártir, provavelmente no século IV.
Este nome está ligado a algumas lendas, segundo as quais Valentim teria morrido decapitado por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um legionário, apesar da proibição de Cláudio II (século III).
“Na provável origem deste Dia, está bem clara a força do Amor e da Consciência, capazes de enfrentar a morte. De facto, o amor é a capacidade de dar a vida pelo outro. Eis a suprema beleza do Amor, cantam os místicos e os poetas! Notemos que por este valor supremo do Amor, também terá arriscado e dado a vida, S. Valentim. Afinal, deu-a pelo Amor presente nos noivos”, acrescentam os bispos do organismo da CEP, na Mensagem para o Dia dos Namorado 2026.
A Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida observa também que, por vezes, o namoro passa por crises e atravessa “desertos, silêncios, tempestades”, descobertas de realidades exigentes, e sugere “orar com Francisco de Assis”: “Senhor, dá-me força para mudar o que deve ser mudado, resignação para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”