A Missão País 2026 está a decorrer desde meados de janeiro e até ao fim do mês de fevereiro em 75 localidades de Portugal continental e ilhas, reunindo 4300 missionários de 60 faculdades.
A edição 2026 da Missão País, que iniciou em 2003 com três estudantes da Universidade Nova de Lisboa, tem como chefes nacionais Maria Belo Braga, da Nova School of Business and Economics, que se refere ao projeto como “das melhores coisas que podia ter acontecido”, e Bernardo Carpinteiro, da Universidade Católica Portuguesa, que “quase queria entrar para a faculdade só por causa da Missão País”.
Cada Missão País tem a duração de uma semana, reúne 50 missionários e oito chefes, todos estudantes universitários, que se dividem em comunidades, que são “uma equipa” que realizam atividades em conjunto ao longo da missão e “podem estar na escola, num lar, nos centros de dia, porta-a-porta, a preparar o grande e famoso teatro ou então também na reabilitação de espaços”.
“A ideia é ir servir, para o que for preciso. E de alguma forma contribuir, mesmo que seja um contributo pequenino, mas de alguma forma também deixar a nossa marca”, disse Maria Belo Braga.
Cada missão tem um sacerdote a acompanhar e “há muitas missões que já têm muitos seminaristas e irmãs ou consagradas, que também já acompanham e acabam por dar uma experiência mais completa e por também dar a conhecer outras vocações durante a semana de missão”, referiu o chefe nacional.
“A Paz seja convosco” é o lema da Missão País 2026 e a imagem deste ano apresenta os símbolos do projeto, a cruz, deitada, com a silhueta de uma pessoa no meio, voltada para Cristo, que está na extremidade na cruz. A referência é o Evangelho da aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, com São Tomé ausente e mais tarde o seu encontro com o Senhor (João 20, 19-29).
Os estudantes de Santarém, partem para o último ano de Missão em Vila Chã de Ourique, no concelho do Cartaxo, de 8 a 15 de fevereiro.
Entrevista adaptada de Agência Ecclesia