125 anos da Dedicação da Igreja de Santo Anselmo

O Papa presidiu na tarde desta terça-feira em Roma, à Missa do 125.º aniversário da dedicação da igreja de Santo Anselmo, sublinhando os vários “desafios” que a Igreja e a sociedade enfrentam na atualidade.

“Nos nossos dias, não faltam desafios a enfrentar. As mudanças repentinas de que somos testemunhas provocam-nos e questionam-nos, suscitando problemas até agora inéditos. Esta celebração recorda-nos que, tal como o apóstolo Pedro, e com ele Bento e tantos outros, também nós só poderemos responder às exigências da vocação recebida colocando Cristo no centro da nossa existência e da nossa missão”, disse Leão XVI, na homilia da celebração, transmitida pelos canais do Vaticano.

Esta igreja está confiada aos monges beneditinos, no Monte Aventino, em Roma; tradicionalmente, é daqui que o Papa parte, na Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma, em procissão penitencial rumo à Basílica de Santa Sabina.

“A Dedicação é o momento solene da história de um edifício sagrado, no qual ele é consagrado para ser um lugar de encontro entre o espaço e o tempo, entre o finito e o infinito, entre o homem e Deus: porta aberta para o eterno, onde a alma encontra resposta, no encontro entre plenitude e limite que acompanha o nosso caminho terreno”, referiu Leão XIV, que citou a Constituição ‘Sacrosanctum Concilium’, do Concílio Vaticano II.

O Papa destacou os 125  anos da dedicação desta igreja, “fortemente desejada pelo Papa Leão XIII, que promoveu a sua construção”, visando “o fortalecimento da presença beneditina na Igreja e no mundo”.

Para Leão XIV, o carismo de São Bento convida a traduzir a fé “na oração, no estudo, no compromisso de uma vida santa”.

Em Santo Anselmo, o pontífioce indicou que pensou neste complexo – mosteiro, Ateneu, o Instituto Litúrgico, as atividades pastorais ligadas à igreja – como uma realidade que “deve aspirar a tornar-se um coração pulsante no grande corpo do mundo beneditino”, com a Igreja no centro, “de acordo com os ensinamentos de São Bento”.

“Aqui, tudo isso se realiza de várias maneiras: na liturgia, em primeiro lugar, e depois na Lectio divina, na pesquisa, na pastoral, com o envolvimento de monges vindos de todas as partes do mundo e com a abertura a clérigos, religiosos e leigos das mais diversas origens e condições”, acrescentou.

Santo Anselmo, bispo e doutor da Igreja, nasceu no ano 1033, em Aosta, no Piemonte, região de Itália, e entrou na Ordem de São Bento no mosteiro de Le Bec, na Normandia, região da França; foi transferido para a Inglaterra, onde foi bispo de Cantuária, e morreu no ano 1109.

No final da celebração, antes da bênção de Leão XIV, o primaz dos Beneditinos, abade Jeremias Schröder, agradeceu a presença do Papa, e destacou a herança beneditina como “um dom para toda a Igreja e para o mundo”.

📷 Vatican Media

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