Papa recebeu participantes em formação sobre a Confissão

O Papa Leão XIV recebeu nesta sexta-feira, os participantes no curso de formação como confessores, promovido pela Penitenciaria Apostólica, e afirmou que o sacramento da reconciliação é um “laboratório da unidade”, “promove a paz” e deveria interpelar os responsáveis pelos conflitos armados.

“Os cristãos com sérias responsabilidades nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazer um sério exame de consciência e de se confessarem?”, questionou o Papa no Curso sobre o Foro Interno.

Leão XIV questionou a legitimidade do homem, “criatura pequena e simples”, de “romper a unidade com o Criador”, lembrando que o pecado significa “virar as costas”.

O pecado rompe a unidade espiritual com Deus: é um virar-lhe as costas, e esta possibilidade dramática é tão real quanto o dom da liberdade, que o próprio Deus concedeu aos seres humanos. Negar a possibilidade de que o pecado rompa realmente a unidade com Deus é, na realidade, um desrespeito pela dignidade do homem, que é – e permanece – livre e, portanto, responsável pelos seus atos”, afirmou o Papa.

O curso de formação como confessores é promovido pela Santa Sé, através da Penitenciaria Apostólica, e destina a sacerdotes e aos seminaristas que terminam a sua formação e se preparam para a ordenação presbiteral.

Na audiência, no Vaticano, o Papa sublinhou que o sacramento da reconciliação, pelo perdão dos pecados, “gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja” e, assim “promove também a paz e a unidade na família humana”.

“Caríssimos jovens sacerdotes e ordinandos, tenham sempre viva consciência da grande responsabilidade que o próprio Cristo, através da Igreja, vos confia: reconstruir a unidade das pessoas com Deus através da celebração do Sacramento da Reconciliação. Toda a vida de um sacerdote pode ser plenamente realizada, celebrando assidua e fielmente este Sacramento”, sublinhou o Papa.

No confessionário, queridos irmãos, colaboramos na edificação contínua da Igreja: una, santa, católica e apostólica; e, ao fazê-lo, damos também novas energias à sociedade e ao mundo”.

O Curso sobre o Foro Interno tem este ano por tema “A Igreja chamada a ser casa de Misericórdia” e foi uma ocasião para afirmar a importância da unidade com Deus e com a Igreja, que tem como pressuposto a “unidade interior das pessoas”, num tempo marcado pela fragmentação e condição para a construção da paz.

“Só uma pessoa reconciliada é capaz de viver de forma desarmada e desarmante! Quem depõe as armas do orgulho e se deixa continuamente renovar pelo perdão de Deus, torna-se um agente de reconciliação na vida quotidiana”, afirmou o Papa.

Adaptado de Agência Ecclesia

📸 Vatican Media

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