Jovens de Santarém em Taizé

Uma vez mais, alunos de EMRC de diferentes escolas da Diocese de Santarém quase 300 jovens estiveram reunidos durante uma semana na Comunidade de Taizé, em França, acompanhados pelos seus professores. Num ambiente marcado pela simplicidade, pelo silêncio e pela oração, os alunos tiveram oportunidade de aprofundar o valor da interioridade, da amizade e da generosidade no serviço aos outros. Durante esta semana, os alunos participaram nas orações comunitárias, nos momentos de reflexão em pequenos grupos e nas diversas tarefas de serviço, vivendo uma experiência intensa de fé e fraternidade.

Nesta edição do jornal diocesano Porta do Sol, ficamos a conhecer testemunhos de alguns dos participantes na ida a Taizé de 2026.

Alguns dos testemunhos: Para falar de Taizé, temos de falar de quem caminha connosco. Esta peregrinação, que decorreu entre 14 e 22 de fevereiro, surgiu como oportunidade de acompanhar um grupo de alunos de 11º e 12º anos da escola secundária Dr. Ginestal Machado.

Que experiência extraordinária!

Vivências de oração com cânticos e silêncios, que abrem portas à descoberta do nosso “eu” e ao encontro com Deus. Descobrimos que os jovens que nos acompanharam são sinal de esperança: que força e que beleza transportam! Tantos momentos bonitos nos proporcionaram ao inundar a igreja e entoar citações bíblicas simples, que ecoam no mais íntimo de nós.

Apesar de já termos estado em Taizé com a idade destes jovens, agora saboreamos de forma diferente os silêncios, os lugares, as paisagens envolventes e as pessoas que partilham a mesma experiência. Compreendemos como funciona esta comunidade ecuménica e estamos entusiasticamente disponíveis para servir. Os alunos tiveram como missão distribuir o pequeno-almoço e lavar a loiça do pequeno-almoço. Eu pude ser enfermeiro voluntário na enfermaria El Abiodh e a Mafalda assumiu, como animadora, um grupo de reflexão e partilha com 16 jovens entre os 15 e 17 anos, vindos das dioceses de Viseu, Coimbra, Aveiro, Lisboa e Santarém.

Depois de uma semana a viver a alegria da oração, da comunhão, da simplicidade, da partilha e do serviço, regressamos a Portugal revigorados e cheios de energia. Que bom foi entrar no meu local de trabalho no dia seguinte à nossa chegada e ouvir: “Estás mais leve, estás diferente.” Em jeito de conclusão, não podia estar mais de acordo com as sábias palavras de São João Paulo II: Passa-se em Taizé como por uma fonte. O viajante detém-se, refresca-se e continua o caminho.

Diogo Alexandre, Santarém

Há sítios que nos marcam e para mim, Taizé é um deles. Há muito que havia decidido ir a TZ, principalmente, depois da minha irmã voltar radiante da sua experiência. No entanto, nunca a questionei diretamente sobre o que era ou o que lá se fazia. Na viajem ia cheia de expectativas e vontade de me sentir como a minha irmã se sentiu. Quando chegámos fiquei logo entusiasmada, mas depois da primeira oração, senti-me muito sozinha por não ter ninguém do meu grupo de amigos e comecei a questionar se realmente a semana ia ser mágica ou se me ia sentir triste e perdida como estava naquele momento. Entretanto, alguém que eu conhecia percebeu que eu estava em baixo e disse-me “Em Taizé ninguém está sozinho” e não me deixou estar isolada no meu canto. Nesse momento percebi as palavras como o que define Taizé. Durante a semana, Deus acompanhou-me sempre e nunca o tinha sentido tão presente, fosse em espírito ou através das pessoas espetaculares e inspiradoras que conheci e que tornaram a minha experiência incrivelmente especial. O que mais me marcou e emocionou foram as pessoas que ficavam mais tempo na igreja depois da oração da noite. Todos os dias, depois da oração, vi pessoas comovidas a chorar, agarradas umas às outras, sem precisarem de dar justificações, apenas estavam lá, a rezar através dos cânticos e a falar com Deus, sem medos ou vergonha. Agora que voltei à minha rotina, sinto-me privilegiada por ter tido a oportunidade de fazer parte de uma comunidade tão simples mas tão intensa. Espero com todas as minhas forças poder voltar e conseguir manter vivo o espírito de Taizé no meu dia-a-dia. Obrigada do fundo do meu coração a todos os que enriqueceram estes oito dias e sobre tudo, obrigada a Deus.

Zita Gouveia, Ginestal Machado

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