Na Quaresma somos chamados a cuidar da nossa identidade – D. José Traquina

D. José Traquina presidiu, na passada quarta-feira 18 de fevereiro, à celebração de início do tempo da Quaresma, com a Missa e o gesto da imposição das Cinzas.

Na homilia da celebração, o nosso Bispo alertou que os “tempos atuais são violentos, não só na chuva e no vento, mas também na força dos meios de influência sobre a vida humana.”Afirmou que são muitas as propostas para aliciar e deixar o ser humano mais dependente, sendo que o que Jesus veio fazer, foi libertar o homem das amarras do mundo.

D. José Traquina, lembrou que a quarta-feira de cinzas é o início do “grande retiro da Igreja” e que a Quaresma surge como o tempo favorável para “cuidar da nossa identidade mais profunda”.

A partir da 1ª Leitura do Profeta Joel (2,12-18), o bispo diocesano deixou o apelo aos fiéis que encheram a Sé de Santarém a voltar para Deus, alimentar a vida da fé com coerência, com verdade e de coração puro. “Cuidar de nós mesmos voltando-nos para Deus”, disse.

Pediu ainda D. José Traquina, a partir da carta de São Paulo aos Coríntios, escutada no dia de quarta-feira de Cinzas (2ª Leitura: 2Cor 5,2-6,2) a que todos conseguissem acolher o apelo que faz o apóstolo “Reconciliai-vos com Deus”. Esta deve ser a marca deste tempo quaresmal, “porque agora é o tempo favorável da graça”, afirmou.

A partir do Evangelho de São Mateus (6,1-6.16-18​), o nosso Bispo elucidou que Jesus pede aos seus discípulos que não caiam na hipocrisia. Pede que aqueles que O querem seguir, devem levar a sério os meios recomendados para a caminhada quaresmal: a oração, que leva ao encontro com Deus. “É a força do cristão”, disse.
​Convidou de seguida à redescoberta do valor do Jejum que ajuda ao fortalecimento do auto domínio. “Jejum de mim mesmo para atender à necessidade dos outros”, afirmou.
​​E à luz da palavra do Evangelho escutado no primeiro dia da Quaresma, abordou ainda o tema da Esmola. A partilha na caridade que “gera maior interesse pelo nossos semelhantes”.

D. José Traquina, falou ainda da Quaresma como tempo de ‘combate’ interior para fazer discernimento sobre opções possíveis na vida, para identificar ambições que são muitas vezes tentações, e para definir o rumo a seguir na fidelidade à Fé cristã.

Sobre o gesto da Imposição das Cinzas​ que aconteceu depois da benção das mesmas, preparadas a partir dos ramos, benzidos na Quaresma passada, o nosso Bispo esclareceu que este é um “rito penitencial que deve acontecer como ato de humildade e coragem para quem o recebe. Humildade e coragem semelhante a Jesus quando se apresentou para receber o Batismo no rio Jordão e lançar-se em retiro para fazer o discernimento da vontade do Pai no tempo seguinte”.

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