O Papa realizou neste domingo 15 de fevereiro, a sua primeira visita pastoral a uma paróquia da Diocese de Roma, em Ostia, onde exortou a comunidade a não se resignar a uma “cultura de injustiça” e a combater a criminalidade com a educação e o respeito.
“Não se resignem à cultura da opressão e da injustiça. Pelo contrário, difundam o respeito e a harmonia, começando por desarmar as linguagens e, em seguida, investindo energias e recursos na educação, especialmente dos meninos e dos jovens”, pediu Leão XIV.
Na homilia da Missa celebrada na paróquia de Santa Maria Regina Pacis, o pontífice reconheceu as dificuldades do território do litoral romano, muitas vezes marcado por notícias de violência ligada ao tráfico de droga e a organizações criminosas.
“Infelizmente, a violência existe e fere, ganhando por vezes terreno entre os jovens e os adolescentes, talvez alimentada pelo consumo de substâncias; ou por obra de organizações criminosas, que exploram as pessoas envolvendo-as nos seus crimes”, denunciou.
O Papa desafiou a comunidade a ser uma “escola de honestidade” e a opor-se à lógica da “supremacia do mais forte” com a “força desarmante da mansidão”.
A visita começou com um encontro com crianças e jovens no campo desportivo, onde Leão XIV foi acolhido com entusiasmo e deixou uma mensagem de confiança às novas gerações.
“A esperança são vocês! E vocês devem reconhecer que no vosso coração, na vossa vida, na vossa juventude há esperança, para hoje e para amanhã”, disse, numa intervenção citada pelo portal de notícias do Vaticano.
O programa incluiu ainda uma passagem pelo ginásio para cumprimentar doentes e idosos, além de uma reunião com o Conselho Pastoral, onde o Papa sublinhou a importância de uma Igreja de “portas abertas”.
“Abrir a porta e receber qualquer pessoa: católica, não católica, crente, não crente… que sejamos sempre uma comunidade acolhedora”, apelou.
Na celebração eucarística, o Papa refletiu sobre o Evangelho do dia, alertando que o mal tem raízes no coração, na inveja e no julgamento temerário, recordando que “quem odeia o seu irmão é homicida”.
“Quando também a nós nos acontecer julgar os outros e desprezá-los, lembremo-nos de que o mal que vemos no mundo tem as suas raízes precisamente ali, onde o coração se torna frio, duro e pobre em misericórdia”, observou.
Evocando a consagração da paróquia a ‘Santa Maria Rainha da Paz’ pelo Papa Bento XV, durante a I Guerra Mundial, Leão XIV lamentou que o mundo continue obscurecido por “nuvens” de guerra e “lógicas contrárias ao Evangelho”.
Esta foi a primeira das cinco visitas que o Papa planeia realizar a paróquias da sua diocese nos domingos que antecedem a Páscoa.
Adaptado de Agência Ecclesia
📷 Vatican News