No dia 10 de janeiro de 2026, em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI, teve lugar o II Encontro Sinodal Nacional, promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa. Sob o tema “Da Escuta à Missão: Espiritualidade Sinodal e Implicações Pastorais”, este encontro constituiu um tempo de paragem fecunda, de escuta partilhada e de discernimento comunitário, com o objetivo de aprofundar a receção do Documento Final do Sínodo e de refletir sobre as suas implicações pastorais na vida concreta da Igreja em Portugal.
Reuniram-se 160 participantes provenientes das dioceses portuguesas: Bispos, representantes das equipas sinodais e dos organismos de participação diocesanos, bem como membros da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), da Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP) e dos serviços e organismos da Conferência Episcopal Portuguesa. A diversidade das presenças tornou visível uma Igreja que não caminha sozinha nem fragmentada, mas em comunhão.
Na sessão de abertura, D. José Ornelas sublinhou que a realização deste segundo encontro nacional e a continuidade do percurso sinodal expressam um compromisso firme de renovação da Igreja, enraizado no Concílio Vaticano II e atento aos desafios complexos do tempo presente. Recordou que este é um caminho iniciado pelo Papa Francisco e reafirmado pelo Papa Leão XIV e advertiu para o risco de deixar que o processo perca vitalidade com a passagem do tempo.
Seguiu-se a reflexão de D. Virgílio Antunes, Vice-Presidente da CEP, que conduziu ao núcleo mais profundo do caminho sinodal: a sua raiz espiritual. Desde o início, foi clara a convicção de que a sinodalidade não é um conceito funcional nem um exercício de reorganização pastoral, mas uma expressão da própria identidade da Igreja. Como afirmou: “Falar de Igreja sinodal é o mesmo que dizer Povo de Deus, constituído por todos os batizados, que caminham juntos para o Pai, com Cristo, que é ‘caminho, verdade e vida’, animados e guiados pelo Espírito Santo.”
Nesta perspetiva, a sinodalidade nasce do batismo e não de delegações; funda-se na dignidade comum e não em estratégias; vive da comunhão e não da soma de iniciativas.
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