O Vaticano anunciou na manhã de 5 de janeiro, que 33,5 milhões de peregrinos acorreram a Roma desde o início do Jubileu, um fluxo que ultrapassa as estimativas iniciais para o Ano Santo convocado pelo Papa Francisco e que a Igreja vive agora sob a presidência de Leão XIV. Na véspera do encerramento do Jubileu da Esperança e da Porta Santa da Basílica de São Pedro foram anunciados os números oficiais: “33 475 369 peregrinos chegaram a Roma para as festividades do Jubileu. A previsão de 31.7 milhões, feita antes do início do Ano Santo, foi ultrapassada”, afirmou D. Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização (Santa Sé), em conferência de imprensa.
O responsável precisou que 62% dos peregrinos chegaram da Europa, sendo a Itália o país com maior número de participantes nas iniciativas jubilares.
Os dados apresentados resultam de um sistema de contagem que incluiu câmaras na Porta Santa da Basílica de São Pedro, contagem manual de voluntários nas outras basílicas e o registo de inscrições nos eventos e no site oficial, cruzados com cálculos de densidade por metro quadrado nas praças.
Ao lado de D. Rino Fisichella esteve o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, que destacou o “legado muito positivo” do evento para a cidade, não só pelas obras realizadas, mas pela recuperação da autoestima dos romanos.
“Talvez o principal legado seja o da confiança na possibilidade de melhorar e transformar a cidade”, disse o responsável, sublinhando que se provou ser possível realizar mudanças estruturais em tempo útil.
Alfredo Mantovano, subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, explicou que a “cadeia de comando” funcionou com uma lógica de “circularidade e não linearidade”, resolvendo problemas em vez de criar entraves burocráticos.
“Quando assumimos o Governo, o Jubileu existia apenas no papel. Tivemos duas necessidades: fazer bem e fazer rápido”, referiu Mantovano, adiantando que o Governo pretende “patentear” este método para enfrentar outros desafios nacionais, como a reconstrução prisional ou o oitavo centenário da morte de São Francisco, já em 2026.
Olhando para o futuro, D. Rino Fisichella abordou a data de 2033, que assinalará os 2000 anos da morte e ressurreição de Jesus, esclarecendo que a realização de um novo Jubileu dependerá de uma decisão do Papa Leão XIV.
“Até que a decisão seja tomada, permanece como uma visão ideal, mas ainda prospetiva. O que me parece importante é que certamente 2033 será um ano particularmente significativo para a Igreja Católica, porque serão os 2000 anos da Redenção”, afirmou.
O Jubileu, com raízes no ano sabático dos judeus, consiste num “perdão geral, uma indulgência aberta a todos, e na possibilidade de renovar a relação com Deus e o próximo”.
adaptado de Agência Ecclesia
📷Vatican News