Sabacheira

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    - Domingo, 12:30h | Igreja Matriz

  • Sobre

     

    Freguesia antiga, a Norte de Carregueiros e do concelho de Tomar, confronta com Ourém e a Diocese de Leiria-Fátima. Nela, em Vale dos Ovos, se situa a estação ferroviária de Chão de Maçãs-Fátima, na Linha do Norte. Igualmente, mas a Nascente, as termas (?!) do Agroal, no Rio Nabão. O seu nome primitivo parece ter sido Santa Maria do Vale do Sancho, devido ao lugar, onde, no meio da freguesia, se situava a Igreja dedicada a Santa Maria.

     

    Em 1550 eram estes os limites da freguesia: «Sabacheira – … Começa à Fonte do Azorrague que é ao Vendaval, e daí se vai pela estrada que vai para Formigais, até ao lavradio de João de Maçãs, e daí atravessa a Ribeira de Ourém, que é ao poente, e vai pela dita estrada sempre águas vertentes, até ao Vale Meão, e daí se vai direito à Ribeira dos Formigais, que é ao aguião, e daí pela dita Ribeira acima, pelo meio da água, até á Foz do Ribeiro da Quebrada; e até aqui donde começou, parte com o termo da Vila de Ourém».

     

    Ao tempo, havia na freguesia desta igreja duas ermidas: S. Vicente, que ficava Além do Rio, em Formigais, que por desmembramento da Sabacheira e fora do concelho de Tomar, foi elevada à categoria de igreja paroquial da nova freguesia de Formigais, concelho de Ourém, Diocese de Leiria-Fátima; e S. Miguel, que está Aquém do Rio, no lugar da Serra. Os lugares eram 28 Aquém do Rio e 13 Além do Rio, com o total geral de 216 fogos. O desmembramento deu-se por causa das cheias do dito Rio que muitas vezes impediam a passagem dos referidos moradores.

     

    O orago é Nossa Senhora da Conceição e os lugares de culto situam-se, além da igreja matriz, em: Monchite (Santo António), Chão de Maçãs (Santa Marta); Vale Meão (Nossa Senhora dos Remédios); Serra do Meio (Nossa Senhora da Piedade), e Furadouro (Nossa Senhora de Fátima).

     

    A igreja matriz, situada no alto duma escadaria, é de prospecto vulgar, mas tem no interior uma decoração de azulejos seiscentistas que cobre a empena do arco triunfal e as paredes do baptistério. Corre nas paredes um silhar de azulejos, do tipo padrão, azuis e amarelos, interrompido por embutidos cerâmicos no centro do arco mestre e no tímpano da capela baptismal. O púlpito, em forma de cálice, é sustentado por uma coluna clássica e lavrada ao gosto dos finais do século XVI.

     

    No altar colateral do lado do Evangelho está colocada uma escultura de madeira do século XVII, representando S. Sebastião.