Pedreira

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    - Domingo, 08:30h | Igreja Matriz

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    O nome resulta, certamente, da abundância e qualidade da pedra em que a povoação assenta e, consequentemente, do número de canteiros que ali existiam e de que ainda, hoje, restam alguns.

     

    Virada a Oriente, em jeito de presépio subindo encosta acima, com o rio Nabão a beijar-lhe os pés, a Pedreira é uma linda terra, branca, airosa, sorridente e acolhedora – no encanto da paisagem e na maravilhosa hospitalidade dos seus moradores.

     

    Embora de origem antiga, só recentemente recebeu o estatuto canónico de paróquia separada de Carregueiros, outorgado pelo Patriarcado de Lisboa, com data de 6 de Agosto de 1950. Mas o pároco é o mesmo de Carregueiros, onde tem residência oficial.

     

    O orago da paróquia é Nossa Senhora das Neves, cuja festa litúrgica é celebrada no dia 5 de Agosto. A primeira igreja sob esta invocação, hoje uma das quatro maiores basílicas de Roma, foi construída no Monte Esquilino, em Roma, no tempo do Papa Libério (século IV), chamada desde há muito, Basílica de Santa Maria das Neves, ou de Santa Maria Maior ou ainda de Santa Maria do Presépio. Esta invocação das Neves vem do facto de, no lugar da construção da igreja, ter aparecido, prodigiosamente, um «lençol de neve», em tempo de grandes calores estivais, ou seja, no Verão. A devoção desta Senhora é das mais espalhadas em Portugal, onde é orago de 37 freguesias.

     

    A igreja matriz da Pedreira, situada no centro histórico da terra, ampla, zelada e em bom estado de conservação, sofreu várias reformas nos séculos XVIII e XIX. Do seu recheio, destacam-se duas pinturas sobre madeira, pertencentes ao ciclo maneirista tomarense, representando a degolação de Santiago Maior e Santiago aos Mouros, valiosas pela movimentação figurativa, iconografia e indumentária. Admiram-se, ainda, uma escultura de pedra quinhentista representando a Santíssima Trindade, e um cadeirão do século XVIII com o couro de espalda ornado de lavores barroquistas.