Cartaxo

  • Missas

    - Quarta-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Sexta-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Sábado, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 12:00h | Igreja Paroquial

  • Sobre

    Diz a lenda que Cartaxo houve seu topónimo da Rainha Santa Isabel. Mas como, se já no reinado de D. Sancho II há documentos que lhe fazem referência? Do que não resta dúvida é que o seu Concelho sempre foi lugar de passagem para o interior, quer por via fluvial, quer por via terrestre. A 21 de Março de 1312, D. Dinis concede-lhe, em Leiria, o primeiro foral. que «estabelece directrizes para os povoadores, mas não (o) constitui concelho independente». D. João II o confirma a 27 de Junho de 1487 e D. Manuel I a 4 de Novembro de 1496. Mas é vila em 1656, e concelho em 1815 por alvará de D. João VI, para ser elevado a cidade a 21 de Junho de 1995. Região essencialmente agrícola, com larga produção de vinho, azeite e cereais, tornou-se, em finais do século XIX, o centro de produção vinícola mais característico do Vale do Tejo, com expressão nas suas próprias armas que apresentam duas hastes de videira.

     

    A igreja matriz de S. João Baptista já existiria em 1320, mas sofreu ampliação em 1525, segundo refere uma lápide colocada no lado direito do portal da fachada principal. O edifício actual, do século XVIII, tem no altar-mor um belo retábulo de talha dourada, e nas paredes laterais, painéis de azulejos azuis e brancos, da mesma época, alusivos à vida do orago. No tímpano do frontão, que encima o portal da entrada, vê-se uma espada e duas vieiras, símbolo de Santiago. O culto celebra-se habitualmente na igreja matriz e esporadicamente na capela do Senhor dos Passos.

     

    Como património artístico, possui a igreja matriz algumas peças de interesse, tais como o belo lampadário de prata, a linda imagem de roca de Nossa Senhora do Rosário, a de madeira policromada de Santa Ana e Nossa Senhora, imagens provenientes do antigo Convento do Espírito Santo extinto em 1834, e outras mais recentes. Adossado à igreja matriz, existe um belo Cruzeiro manuelino, de delicado rendilhado, que está classificado como monumento nacional.