Salvaterra de Magos

  • Missas

    - Segunda-Feira, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Terça-Feira, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Quarta-Feira, 08:30h | Igreja Paroquial
    - Quinta-Feira, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Sexta-Feira, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Sábado, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 11:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 19:00h | Igreja do Escaroupim (no horário de Verão)
    - Domingo, 17:00h | Igreja do Escaroupim (no horário de Inverno)

  • Sobre

    A história de Salvaterra de Magos remonta a 1 de Junho de 1295, data em que foi fundada a povoação que viria a constituir concelho próprio com o mesmo nome, por foral de D. Dinis, que a doou ao bispo de Lisboa, D. João Martins de Soalhães. Mandou este, logo no ano seguinte, erigir no lugar a igreja da nova paróquia. Este templo, constituído igreja matriz, ficaria muito danificado quer pelo terramoto de 1705, quer pelo de 1909, e, por isso, teve de ser posteriormente refeito. O foral de D. Dinis seria substituído pelo de D. Manuel I, em 1517.

     

    O orago de Salvaterra é o apóstolo S. Paulo que dá nome à igreja matriz, onde regularmente se celebra o culto, sendo este complementado com celebrações na capela do Lar de Idosos e na capela do Escaropim. Como lugar de culto sem celebração habitual, existe ainda a igreja da Misericórdia.

     

    A história regista como primeiro acontecimento de relevo em Salvaterra de Magos, o tratado de 2 de Abril de 1383, assinado entre Portugal e Castela, combinando o casamento da Infanta D. Beatriz com D. João I de Castela.

     

    Em 1514, foi criada uma grande coutada real e construído um belo palácio com teatro por D. Luís, filho de D. Manuel I. E foram o palácio e a coutada que determinaram, até ao século XVIII, grande parte da importância desta vila ribatejana, local de férias da família real e da sua corte que aqui se  dedicavam a grandes caçadas de montaria e altanaria e atraíam intensa vida cultural. Entre 1753 e 1792, foram executadas em Salvaterra 64 produções musicais no teatro de ópera.

     

    Datas históricas significativas são ainda o assassinato, em 29 de Fevereiro de 1824, do Marquês de Loulé, conselheiro de D. João VI, facto que estaria na origem do movimento contra-revolucionário absolutista da «Abrilada», e a última tourada real, na qual morreu, em plena arena, o Conde dos Arcos, D. Manuel de Meneses e Noronha, acontecimento que determinaria a proibição deste espectáculo e seria consagrado na literatura por Rebelo da Silva em «A Última Corrida de Touros em Salvaterra de Magos».

     

    Situada na lezíria do Tejo, entre a sua margem esquerda e a margem direita do Sorraia, a paróquia abrange uma área de 36,7 km2, a vila que lhe dá o nome e a aldeia piscatória de Escaropim.

     

    No património artístico e cultural destaca-se, além da igreja de S. Paulo Apóstolo, com o seu altar de talha dourada, dois silhares de azulejos com cenas bíblicas da mesma época e pia baptismal do século XVI, o paço real, a capela real quinhentista (restaurada), a capela quinhentista da Misericórdia, a Falcoaria, o Núcleo Museológico da paróquia, o órgão de tubos de armário da igreja com 594 tubos, construído em 1825 pelo organeiro António Xavier Machado e Cerveira.