Muge

  • Missas

    - Quinta-Feira, 17:00h | Igreja Paroquial (no horário de Inverno)
    - Quinta-Feira, 18:00h | Igreja Paroquial (no horário de Verão)
    - Domingo, 11:30h | Igreja Paroquial

  • Sobre

    Situada na margem esquerda do Tejo, Muge é uma freguesia com 53,2 km2 que deve o seu nome ao muito peixe de nome mugem, que povoava as águas da ribeira que por ali passa. Trata-se de uma zona povoada desde o mesolítico, como o atestam os concheiros e ossadas ali descobertos nos anos sessenta. Outros achados arqueológicos permitiram datar do século I a.C. o início das actividades agrícolas locais.

     

    Depois da reconquista cristã, foram senhores do lugar de Muge os monges de Alcobaça que, a partir de 1200, tentaram povoá-lo e colonizá-lo. A estatística paroquial de 1862 apresenta a antiga freguesia como priorado da apresentação da mitra (do Mosteiro de Alcobaça). Mas o seu eficaz povoamento e desenvolvimento só seriam alcançados pela atenção com que D. Dinis a distinguiu, ao conceder-lhe foral a 6 de Dezembro de 1304, em Santarém e, três anos depois, a 6 de Setembro, em Lisboa.

     

    O Cadastro da População do Reino de 1527 atribuía a Muge 89 fogos, a que deveria corresponder uma população de cerca de 400 habitantes.

     

    O Papa Leão X, nos inícios do século XVI, concedeu a D. Manuel I e aos seus sucessores os dízimos do paúl de Muge e de outros que mandasse arrotear, iniciando-se então o cultivo do arroz que, por essa época, não teria tido grande sucesso.

     

    Muge foi diminuindo de importância ao longo dos últimos séculos e em 1928 perdeu a área de Marinhais que formou uma nova freguesia.

     

    Muge tem por orago Nossa Senhora da Conceição, sendo remota a constituição da paróquia.

     

    O património local é dominado pelos importantes Concheiros de Muge que remontam ao período mesolítico. Tem também alguma importância o palácio da Casa Cadaval que na sua fachada ainda apresenta traços da fisionomia antiga e a sua capela consagrada a Nossa Senhora da Glória, cuja imagem se vê num registo de azulejos oitocentistas de moldura azul sobre esmalte branco. Anotam-se ainda quatro telas oitocentistas na igreja paroquial, uma ponte romana e algumas casas particulares.