Santarém (Marvila)

  • Missas

    - Segunda-Feira, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Segunda-Feira, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Terça-Feira, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Terça-Feira, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Quarta-Feira, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Quarta-Feira, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Quinta-Feira, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Quinta-Feira, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Sexta-Feira, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Sexta-Feira, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Sábado, 18:00h | Mosteiro das Clarissas
    - Sábado, 08:30h | Santuário do Milagre
    - Sábado, 16:15h | Igreja de Jesus Cristo
    - Domingo, 12:00h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 19:00h | Igreja de Jesus Cristo
    - Domingo, 18:00h | Mosteiro das Clarissas

  • Sobre

    Marvila foi a primeira matriz de Santarém. O templo, muito antigo, foi doado por D. Afonso Henriques à Ordem dos Templários, para passar em 1149, com todo o Eclesiástico de Santarém, para a Mitra de Lisboa. Em 1244 tornou-se Colegiada e no século XVI foi totalmente remodelado.

     

    É seu orago Nossa Senhora das Maravilhas, Senhora da Assunção, de que se supõe ter derivado o termo «Marvila».

     

    São lugares de culto a paroquial e as igrejas da Graça, do Milagre, de Jesus Cristo, da Alcáçova e de S. João Evangelista do Alfange.

     

    A Igreja de Marvila é um templo de três naves e de feição, predominantemente, manuelina, mas em que podem ainda observar-se pormenores góticos, destacam-se o portal de arcos policêntricos trilobados, a capela-mor e os dois absidíolos que abrem para o transepto cobertos de abóbada polinervada, o apreciável revestimento cerâmico de princípios de seiscentos, os pequenos quadros embutidos nas empenas das naves laterais alusivos à Ladainha de Nossa Senhora, o púlpito de mármore sobre balaústre de nó, a sacristia de tecto de abóbada com largos ornatos a azul e vermelho, as duas pias de água-benta, de lavor quinhentista.

     

    A Igreja da Graça, atinente ao antigo convento dos Eremitas calçados de Santo Agostinho, começou a edificar-se em 1380. É exemplar admirável da arquitectura da sua época, com uma deslumbrante rosácea estrelada e um pórtico semelhante ao da Batalha, mas anterior. O templo reduz-se hoje a um panteão com mausoléus de grande valor histórico e artístico. Nele está sepultado, em campa rasa com extensa inscrição gótica, o descobridor do Brasil Pedro Álvares Cabral.

     

    A Igreja do Milagre, de construção trecentista, foi totalmente reformada no século XVI e posteriormente alterada. Dedicada a Santo Estêvão, foi nela que, segundo a tradição, uma mulher foi comungar em 1266, afim de sonegar a hóstia, para efeitos de bruxedo, e a levar para sua casa na Travessa das Esteiras, aonde em 1654 foi edificada a ermida de Santo Estêvão ou do Milagre.  Interiormente, a igreja do Milagre revela-se renascentista e ostenta silhares de azulejos do século XVII. São de referir as quatro tábuas quinhentistas representando Santo Estêvão, outro Santo não identificado, Ressurreição e Ascensão, que terão feito parte de antigo retábulo, e mais duas da mesma época, alusivas a S. Marçal e S. Jerónimo. Por decreto do bispo diocesano, de 5 de Abril de 1997, foi designada Santuário do Santíssimo Milagre.

     

    A Igreja de Jesus Cristo está integrada no antigo Hospital de Jesus Cristo, fundado em 1426 e é hoje propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Santarém. O templo actual é o que resta da reconstrução realizada entre 1645 e 1649.

     

    Sobre a Igreja de Alcáçova, ignora-se a data da sua fundação, mas já existia em meados do século XII. Foi capela-real, mas as recuperações sucessivas adulteraram-lhe a arquitectura. Estão em curso obras de restauro. Guarda arqueta tumular que se supõe de um filho natural de D. Afonso III.

     

    A Igreja de S. João Evangelista do Alfange foi fundada nos primeiros tempos da monarquia, foi totalmente reformada no século XVII e sofreu obras posteriores que a desfiguraram. Conserva três imagens de pedra, quinhentistas, dignas de registo: a Virgem com o Menino, S. Francisco de Assis e um santo não identificado.