Almeirim

  • Missas

    - Terça-Feira, 19:00h | Igreja Paroquial
    - Quinta-Feira, 21:00h | Igreja Paroquial
    - Sexta-Feira, 10:30h | Igreja Paroquial
    - Sábado, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 10:00h | Igreja da Misericórdia
    - Domingo, 11:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 16:00h | Igreja da Tapada

  • Confissões

    - Quarta-Feira, 16:00h - 19:30h | Igreja Paroquial
    - Quarta-Feira, 16:00h - 19:30h | Igreja Paroquial

  • Sobre

    Embora se tenham encontrado materiais do paleolítico médio na região e por ela tenham passado legiões romanas, a fundação de Almeirim em 1411 deve-se a D. João I, que aqui mandou edificar paço real. Porque dispunha de magníficas coutadas de caça e fácil acesso a Lisboa por via fluvial, Almeirim tornou-se lugar privilegiado dos reis da segunda dinastia e de membros da corte, de tal modo que aparece designada por Sintra de Inverno.

     

    D. Manuel I passou nela largo tempo e mandou edificar novo paço, mais perto da Ribeira de Muge, de que restam os pórticos em espaço hoje pertencente à freguesia de Fazendas de Almeirim. A deslocação de reis e nobreza para Almeirim determina também a construção de belas casas e quintas e a representação nela de alguns dos mais importantes autos, farsas e comédias de Gil Vicente.

     

    Almeirim foi cenário de factos importantes da história de Portugal e nela se realizaram cortes por duas vezes. As primeiras convocadas por D. João III, para o juramento do príncipe D. João, pai de D. Sebastião, e as segundas pelo Cardeal-Rei, para resolver o problema da sucessão. Mas é em Almeirim que o velho Cardeal acaba por morrer a 31 de Janeiro de 1580.

     

    Outros acontecimentos de especial relevo foram os casamentos da infanta D. Isabel com Carlos V e o de Filipe II com a infanta D. Maria, e os nascimentos de D. Afonso, filho de D. João III, D. Fernando, filho de D. Duarte, Frei António das Chagas, e D. Gonçalo da Silveira, jesuíta, martirizado em 1561.

     

    É D. João II que, em 1527, manda construir as igrejas de Nossa Senhora da Conceição, de S. Roque e de S. Sebastião. É D. Manuel I que manda edificar um convento em louvor de Nossa Senhora da Serra, merecedora de todas as honras. Porém, nada se sabe acerca da data da criação da paróquia.

     

    Do património artístico e cultural, há a realçar o que existe na igreja paroquial: a pia baptismal quinhentista, o tecto de estuque com pintura ao centro do mestre Carlos Reis, as imagens do padroeiro, São João Baptista, da Escola de Machado de Castro, e de Nossa Senhora da Conceição, de madeira policromada, ambas com um trabalho de estofo admirável, e a invulgar imagem da Santíssima Trindade.