Romeira

  • Missas

    - Domingo, 10:00h | Igreja Paroquial (de 15 em 15 dias é nos Casais de S. Brás)
    - Domingo, 10:00h | Casais de S. Brás (de 15 em 15 dias é na Romeira)

  • Sobre

    Situada entre os rios Alviela, Asseca e Tejo, a Romeira foi doada por D. Afonso V a Fernão Rodrigues Mendo, em 1442, vindo a reverter para a Coroa em 1580. Com área de 11,11 km2, tem Casais da Branca, Casais de S. Brás e Romeira como localidades mais populosas.

     

    Quanto a património artístico, o realce vai para a paroquial, pelo menos, quinhentista, mas alterada por sucessivas reconstruções. O templo, implantado no topo de uma colina, tem torre sineira adossada e fachada principal rematada por empena angular, com galilé assente sobre colunas apoiadas em murete. No pavimento da galilé, uma lápide assinala o túmulo de Pedro Moniz de Albuquerque, que foi comendador da Ordem de Cristo e faleceu em 1845; na porta, sob o alpendre, a data de 1697.

     

    De uma só nave, o templo tem tecto de abóbada de berço modernamente pintado com emblemas e temas da vida do orago; coro alto com guarda em balaústres de cantaria; púlpito de pilares canelados, mandado fazer em 1673; pia baptismal com a inscrição «esta pia foi aqui posta no anno de 1553, por Jorge Pires, Mordomo da Mesa»; paredes laterais da nave e do sub-coro integralmente revestidas de azulejos polícromos seiscentistas de vários padrões; dois altares colaterais retabulados de talha dourada; «capela-mor coberta por abóbada de berço redondo» e «paredes revestidas até à sanca com silhares de albarradas e azulejos de figura avulsa setecentistas; retábulo do altar-mor com tribuna coberta por caixotões e anjos esvoaçantes segurando uma coroa».

     

    Embebida no muro que envolve o templo, está uma estela funerária com dupla cruz latina, de haste, e a cruz da Ordem do Templo. Uma referência também à igreja de Santa Catarina, localizada na Romeira. Templo de fachada principal com empena angular e torre sineira adossada, e nave e capela-mor cobertas por tecto de madeira de três planos. Provavelmente edificada no século XVIII, guarda hoje duas tábuas quinhentistas alusivas à Natividade e à Circuncisão, e atribuídas ao Mestre da Romeira, Ambrósio Dias, que Vítor Serrão considera «o mais personalizado pintor santareno do século XVI». Estas tábuas faziam parte de um antigo retábulo desmembrado.