Serra

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    - Domingo, 10:30h | Igreja Matriz

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    Serra ou Serra de Tomar, assim se denomina, hoje. Serra da Abadia, Santa Maria da Serra ou Nossa Senhora da Serra, assim se chamou, antigamente. Sempre a mesma, mas com muitas diferenças. Sempre Serra, porque, efectivamente, está situada no ponto mais alto do concelho de Tomar, e era, até, a igreja matriz a maior altitude no Patriarcado de Lisboa, a cuja jurisdição eclesiástica pertenceu até 1975.

     

    Da Abadia, porque, nos seus princípios, era esta a povoação mais próxima da igreja. Mas sempre de Santa Maria ou Nossa Senhora, que é o seu orago, sob o título actual de Nossa Senhora da Purificação.

     

    Embora, ainda, com a superfície de 33,515 km2, teve, outrora, um território muito mais alongado, que se estendia do Zêzere ao Nabão e deu lugar a duas novas freguesias – S. Pedro e Junceira, respectivamente, em 1474 e 1560.

     

    Em 1554, a freguesia tinha 134 fogos e as seguintes ermidas: Santo André (Carvalhal), S. Domingos (Lameiras), S. Gião (abaixo da igreja da Serra), S. Domingos (Vila Nova), S. Pedro (Chão do Calvo), S. Mateus (Junceira) e Santa Luzia (Barreira).

     

    A igreja teria sido construída pelo Santo Condestável em cumprimento dum voto, quando por aqui passou a caminho de Aljubarrota. Depois, foi destruída pelo fogo duas vezes, tendo servido de cavalariça no tempo das invasões francesas.

     

    Esta paróquia da Serra, é, portanto, das mais antigas e foi uma das mais importantes da região, não apenas pela extensão do território e numerosa população, como, sobretudo, pela índole da sua «laboriosa gente», forte, honrada e de intensa vida cristã. Daqui saíram os grandes homens que, cerca dos anos 20, iniciaram a construção da nova Lisboa, e numerosas vocações de vida consagrada.

     

    Quanto a património artístico significativo, apenas a capela da Levegada, a imagem da padroeira, de madeira, com 250 anos, e algumas pedras da porta principal da matriz e das janelas, e o arco cruzeiro.