Tomar (S. João Baptista)

  • Missas

    - Segunda-Feira, 08:30h | Capela de S. António
    - Terça-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Quarta-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Quinta-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Sexta-Feira, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Sábado, 18:30h | Igreja Paroquial
    - Domingo, 10:30h | Igreja Paroquial

  • Sobre

    Embora a igreja de S. João Baptista tenha funcionado durante muitos anos – séculos, porventura – como igreja paroquial de Tomar, a verdade é que a única paróquia religiosa era Santa Maria dos Olivais. Os serviços funcionavam em S. João, por esta ser a igreja mais central e devido, também, ao mau estado da igreja de Santa Maria, que chegou a não ter culto.

     

    Desde há muito que S. João era freguesia civil, mas só em 1 de Janeiro de 1993, e graças ao empenho do novo pároco, foi elevada à categoria de paróquia, com sede em S. João, que ascendeu a igreja paroquial, em paridade canónica com Santa Maria. Esta, a Nascente, S. João, a Poente, com o Rio Nabão a separá-las. Esta igreja, de estilo manuelino e monumento nacional, situa-se na praça principal da cidade, frente aos Paços do Concelho.

     

    Começou por ser capela real e regia-se pelo alvará de D. Manuel I de 16 de Março de 1519. Mas, mesmo antes de acabada por D. Manuel, já ela tinha um capelão e um Livro que o Vigário de Tomar, D. Frei Pedro de Abreu, mandou fazer, em 1474, para nele se lançarem as escrituras, bens e direitos, etc… Esse Livro manda haver um capelão em S. João Baptista. Em 1532, por Regimento assinado por el-Rei, em 10 de Novembro, estava nesta igreja um vigário e 6 raçoeiros «que estarão sempre na Igreja, onde se farão todos os actos do culto, como em Santa Maria do Olival». Mandada construir por D. Manuel I sobre uma capela henriquina, trata-se dum edifício gótico tardio, com intervenção dos períodos renascença e barroco, sendo de assinalar o púlpito e o pórtico (obras régias manuelinas). São notabilíssimas as pinturas antigas: tríptico flamengo com o baptismo de Cristo, seis tábuas atribuídas a Gregório Lopes (pintor régio quinhentista) com cenas ligadas à Eucaristia e à vida de S. João Baptista. Tem azulejos dos tipos diamante e enxaquetado (século XVI)

     

    Registe-se que, em 1523, D. João III publicou um alvará que mandou passar o relógio que estava na Porta do Sol do Convento para a torre da igreja de S. João Baptista, passando o seu reposteiro, Simão Rodrigues, a receber, pelo cargo de o consertar e reparar e temperar, um moio de trigo e uma pipa de vinho do celeiro de Alviobeira.