Papa reforça oposição a projetos de legalização da eutanásia

Papa reforça oposição a projetos de legalização da eutanásia
Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2020 sublinha dimensão «sagrada» de cada pessoa e aponta «objeção de consciência» como recurso na defesa da vida

O Papa reforça a sua oposição a projetos de legalização da eutanásia, na mensagem para Dia Mundial do Doente 2020, que a Igreja Católica celebra hoje.

Dirigindo-se aos profissionais de saúde, Francisco pede que a sua ação vise “constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem sequer se for irreversível o estado da doença”.

O texto refere que, em certos casos, a objeção de consciência pode ser uma “opção necessária” para os católicos que trabalham neste campo.

“A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este ‘sim’ à vida e à pessoa”, sustenta o pontífice.

O Papa pede que no centro de qualquer intervenção esteja sempre o substantivo “pessoa” antes do adjetivo “doente”, com abertura à “dimensão transcendente”:

“Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável”, escreve.

No XXVIII Dia Mundial do Doente, que a Igreja Católica celebra anualmente na festa litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, Francisco quer recordar as pessoas que, em todo o mundo, estão “sem possibilidade de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza”.

A 16 e 17 de março, a Academia Pontifícia para a Vida (APV), organismo da Santa Sé, vai promover em Portugal umas Jornadas de Cuidados Paliativos, com o lançamento da versão portuguesa do ‘Livro Branco para a Promoção e Disseminação de Cuidados Paliativos no mundo’, preparado por um grupo internacional de especialistas.

O texto visa a promoção de uma “cultura paliativa”, para responder “às tentações da eutanásia e do suicídio assistido e, acima de tudo, desenvolver uma cultura de cuidado que permita oferecer uma companhia de amor até a morte”.

adaptado de Agência Ecclesia 

Terça, 11 de Fevereiro de 2020