Missa Crismal na Sé

Missa Crismal na Sé
Bispo de Santarém apelou à solidariedade com os mais pobres e aponta ao pós-pandemia

O bispo de Santarém presidiu na quinta-feira 16 de julho à Missa Crismal, na Sé de Santarém, no dia do 45.º aniversário da criação da diocese, apontando ao “pós-pandemia”.

“Como sairá a Igreja desta pandemia? Perguntam alguns! Depende da sua fidelidade a Cristo e ao Evangelho; depende da atenção que os cristãos prestam uns aos outros e aos mais pobres da sociedade”, referiu D. José Traquina, na homilia da Missa, apresentando o Evangelho como “fonte de humanização”.

“Num mundo onde o bem comum das pessoas, em tantas situações, não é o centro nem a razão de ser dos investimentos, importa reconhecer que não basta o conhecimento para definir estratégias de caminho com futuro; além dos conhecimentos é fundamental a bondade”, observou.

A celebração – que se celebra habitualmente na Quinta-feira Santa e este ano foi adiada por causa da Covid-19 – contou com a presença dos padres da diocese, que neste dia renovam as promessas assumidas na sua ordenação, os diáconos permanentes e um representante por cada secretariado ou serviço diocesano.

Falando das “perplexidades e desânimos” vividos nos últimos meses, D. José Traquina quis “salientar os muitos sinais esperança que os Padres promoveram em muitas terras e comunidades”.

“A pandemia levou muitas pessoas a tomar mais viva consciência e a valorizar a sua dimensão de Fé, recebendo sinais de bondade e de alegria. Vimos o esforço feito para a transmissão de celebrações e tempos de oração e outros ensinamentos, bem como o cuidado dos pobres e dos mais frágeis”, acrescentou.

A homilia destacou a “capacidade de acolhimento de Jesus” e pediu aos padres que a imitem, com dedicação particular às “pessoas socialmente desconsideradas, os pobres, os reclusos, os cegos e os oprimidos”.

O bispo de Santarém falou do ano pastoral 2020-2021, apesar das incertezas que persistem, e apontou como documentos de referência “as orientações do Novo Diretório para a Catequese” e a Carta Encíclica ‘Laudato Si’, do Papa Francisco.

“A questão ecológica do planeta Terra e os milhões de pobres no mundo, são os dois maiores problemas mundiais que a Igreja inteira deve refletir”, sustentou.

Durante a celebração, foi instituído acólito o seminarista Bruno Filipe, a terminar o quinto ano do Mestrado Integrado em Teologia.

“Caro Bruno, o ministério do acolitado situa-te mais na proximidade do altar. Enquanto candidato às ordens sacras, permite-te uma gradualidade na responsabilidade de servir o Senhor, servindo o Povo de Deus na Liturgia, e ajuda-te a aprofundar o mistério da tua vocação”, disse o bispo de Santarém.

D. José Traquina recordou os sacerdotes que celebraram 25 e 50 anos de ordenação, além de todos os que faleceram, recentemente como o Pe João Monte e Freitas e o Pe Frutuoso Matias.

adaptado de Agência Ecclesia 

Quinta, 16 de Julho de 2020