Novo Directório da Catequese

Novo Directório da Catequese
Apresentado novo Diretório para a Catequese do século XXI

O Vaticano apresentou no dia 24 de junho o novo Diretório para a Catequese, o terceiro documento do género em 50 anos, que sublinha o impacto das novas tecnologias e da globalização na transmissão da fé.

“Na Igreja, muitas vezes, é habitual uma comunicação unidirecional: prega-se, ensina-se e apresentam-se sínteses dogmáticas. Além disso, só com um texto escrito é difícil falar aos mais jovens, habituados a uma linguagem que consiste na convergência da palavra escrita, som e imagens”, refere o texto, divulgado esta manhã pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O documento que vai orientar a ação catequética das comunidades católicas sublinha as possibilidades de “interação” que se abrem com as redes sociais e plataformas digitais, que alteram “a própria abordagem da experiência fé”.

O documento foi apresentado à imprensa pelos responsáveis do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (Santa Sé), que desde 2013, por decisão de Bento XVI, hoje Papa emérito, assumiu entre as suas competências o setor da Catequese.

Ao longo de 428 pontos, em mais de 120 páginas, a Santa Sé destaca a “exigência de colocar tudo em chave evangelizadora”, projetando “espaços e propostas concretas para o primeiro anúncio e para repensar a iniciação cristã em chave catecumenal”.

O Diretório fala da Catequese como “laboratório” de diálogo, apresentando princípios teológico-pastorais e orientações gerais para o setor, com destaque para a formação dos catequistas.

O Vaticano sublinha que todos são responsáveis pela ação catequética, falando no papel dos bispos, padres, consagrados e consagradas neste processo, na relação com os pais, padrinhos e com os avós, destacando o papel dos mais velhos na transmissão da fé.

No texto assume-se ainda o compromisso de “evitar qualquer género de abuso, seja ele de poder, de consciência, económico ou sexual”.

Nos últimos 50 anos, foram publicados o Diretório Catequístico Geral, em 1971, e o Diretório Geral de Catequese, de 1997; a 11 de outubro de 1992, São João Paulo II publicou ainda o Catecismo da Igreja Católica.

O novo documento sustenta que a ação “catequético-iniciática está ao serviço da profissão de fé”.

Domingo, 28 de Junho de 2020