Início
11/11/2019 10:00
Fim
14/11/2019 15:00
Localização
Fátima, Portugal
A 197a Assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa decorre por estes dias em Fátima, com os nossos bispos reunidos para debater e assinalar, conforme disse o presidente da CEP, D. Manuel Clemente no discurso inaugural.
Foram feitas algumas saudações, nomeadamente ao novo núncio apostólico em Portugal, nomeado pelo Papa Francisco, D. Ivo Scapolo.
Desta forma, a Assembleia dos bispos portugueses reunidos em Fátima tem os seguintes pontos em agenda a discutir:
A apreciação final da tradução portuguesa do Missal Romano. Fruto do trabalho da Comissão Episcopal da Liturgia e dos seus colaboradores, formulará a oração litúrgica entre a CEP e os outros países de língua oficial portuguesa, segundo a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II e o Missal de São Paulo VI.
A Jornada Mundial da Juventude, a desenrolar em Portugal no verão de 2022, volta à agenda da Assembleia, como certamente acontecerá também nas seguintes, dado o relevo que tem para as dioceses portuguesas, enquanto oportunidade e desafio. Oportunidade evangelizadora, como requer o Santo Padre e nós todos com ele.
Outros assuntos como os acontecimentos recentes: o Ano Missionário, que concluímos em outubro; e a canonização de São Bartolomeu dos Mártires, que celebrámos este domingo 10 de novembro em Braga. A coincidência de estarmos na “Semana dos Seminários” acentua a importância que o ilustre Arcebispo de Braga teve na última sessão do Concílio de Trento (1562-1563), especialmente no que se refere à formação do clero secular, então muito incipiente.
O último ponto a ser destacado em agenda, refere-se a um assunto sempre presente e que hoje nos merece redobrada atenção, como à sociedade em geral. Refiro-me à defesa e promoção da vida, da conceção à morte natural, em especial em relação à eutanásia.
A nossa Conferência Episcopal já tomou posição, sobretudo na Nota Pastoral Eutanásia: o que está em jogo? Contributos para um diálogo sereno e humanizador. Aí se afirma, além do mais: «A vida humana é o pressuposto de todos os direitos e de todos os bens terrenos. […] O direito à vida é indisponível, como o são outros direitos humanos fundamentais, expressão do valor objetivo da dignidade da pessoa humana. […] Por outro lado, nunca é absolutamente seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede a eutanásia. Nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido da eutanásia é verdadeiramente livre, inequívoco e irreversível» (nº 5-6). Na verdade, «não se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, não com a morte» (nº 9).
A resposta às situações difíceis só pode e deve ser o desenvolvimento e a generalização desses cuidados, dentro duma sociedade e dum Estado que se tornem também “paliativos”, isto é, envolventes e cuidadores de cada pessoa, em especial das mais debilitadas.
Este e outros assuntos podem ser acompanhados em https://agencia.ecclesia.pt/portal/