Abertura da exposição Ornauerunt Lampades

Abertura da exposição Ornauerunt Lampades

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Em dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, O Museu Diocesano de Santarém, a Comissão Diocesana para os Bens Culturais, a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima e o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, promoveram um Colóquio sobre a Herança de Luiza Andaluz,  e inauguraram, no Museu Diocesano uma Exposição temporária onde se evidencia o percurso desta ilustre Escalabitana.
Em seguida partilha-se a palavra de abertura, dada pelo director da Comissão Diocesana para os Bens Culturais, o Pe. Joaquim Ganhão.

Em Ano Europeu do Património Cultural com o lema «Património: onde o passado encontra o futuro», e na celebração do dia da Festa de S. Lucas, padroeiro dos pintores, médicos e artistas, e dia dos Bens Culturais da Igreja, não poderíamos ter melhor ambiente celebrativo do que esta casa onde nos encontramos. Aqui, através do carisma de uma mulher singular, verdadeira obra de arte do Espírito de Deus na história, o passado encontra o futuro, abrindo-nos teimosamente, ao jeito de Luiza Andaluz, a novos rumos e horizontes, da Providência apenas conhecidos. E têm sido muitos e fecundos esses rumos que sempre recomeçam.

Saúdo, com particular esperança, o esforço que a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima tem vindo a fazer, no sentido de colocar o carisma a dialogar com a cultura, a história e a vida das comunidades cristãs do nosso tempo, antecipando o que desejamos ser um dia um conhecimento aprofundado e universal de Luiza em toda a Igreja, através da desejada beatificação e canonização. Possam ser estes também passos promissores de novas primaveras vocacionais para a Congregação e para a Igreja.

O nosso Museu Diocesano, no seu estatuto orgânico, assume como sua“particular obrigação, em articulação com o Arquivo Diocesano de Santarém, promover o conhecimento, a investigação científica, a valorização e a divulgação das figuras relevantes da história da Diocese de Santarém, nomeadamente de Santa Iria e do Beato Frei Gil». Tendo surgido recentemente no horizonte eclesial o reconhecimento das virtudes heroicas da Serva de Deus Luíza Andaluz, entendemos oportuno assumir também o seu nome e a sua obra como objeto de particular atenção na missão que nos foi confiada. Assim, o Museu Diocesano de Santarém, a Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja de Santarém e a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, em parceria com o Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, encontram-se atualmente empenhados na organização de um conjunto de iniciativas, tendo em vista assinalar a Vida e Obra de Luiza Andaluz, por ocasião deste reconhecimento, por decreto do Papa Francisco, em 19 de dezembro de 2017.

Figura marcante no contexto social de Santarém desde finais do século XIX, dedicada aos mais desfavorecidos, sobretudo no âmbito educacional e de apostolado, o seu legado mantém-se vivo através da Congregação que fundou.

A memória ainda hoje bem viva nesta cidade que lhe deu berço narra-nos, com o encanto de discípulos, a sua presença cheia de uma luz contagiante, jamais apagada na vida daqueles que a conheceram ou que têm usufruído do seu carisma através da Congregação que aqui permanece bem como nas inúmeras comunidades em Portugal e no Mundo.

Através deste colóquio, vários especialistas trazem ao debate a figura de Madre Andaluz, sem esquecer a sua origem, vocação e obra, mas também um olhar cuidado a uma primeira seleção de bens culturais que constituem hoje a coleção específica, distribuída por várias Casas da Congregação.

Associando-se a esta abordagem, o Museu Diocesano de Santarém, programou uma exposição temporária, explorando a Arte Cristã na Herança de Luiza Andaluz, e proporcionando ao visitante um caminho pela história de vida e a produção artística que, de um ou outro modo, é possível associar aos temas propostos. Também a Congregação nos oferece hoje a inauguração de uma exposição itinerante que nos ajudará a entrar no segredo de Luiza.

Em meu nome pessoal e em nome do Museu Diocesano de Santarém, agradeço aos membros da comissão de honra desta iniciativa, aos sábios que partilharão o seu conhecimento ao longo do dia, e a todos os que se disponibilizaram para que este dia fosse possível e nele participam.

Ao colocarmos em evidência a vida e obra de Luiza Andaluz, associamo-nos à celebração do Ano Missionário, recolhendo o testemunho desta mulher que encarna na sua vida quanto afirmava o Papa S. Paulo VI: «o mundo do nosso tempo quer receber a Boa Nova dos lábios de discípulos missionários do Evangelho cuja vida irradie fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o Reino seja anunciado e a Igreja seja implantada no meio do mundo» (EN 80).

Foi assim Luiza Andaluz!

Pe. Joaquim Ganhão

18 – out – 2018

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